Fecomércio-RS revela IA que eleva vendas em 15% no varejo

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Por Pedro Boeno | 04 de fevereiro de 2026 - 07:44 BRT

PORTO ALEGRE/RS – A incorporação estratégica de Inteligência Artificial (IA) ao atendimento humanizado, capaz de aumentar em 15% a conversão de vendas e reduzir em 40% o tempo de suporte ao cliente, dominou o Pós NRF 2026, realizado recentemente na sede da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

  • Em resumo: IA passou de tendência a requisito competitivo, conectando dados, lojas físicas e e-commerce em um único fluxo de experiência.
Índice
  1. Da vitrine ao clique: o novo padrão omnichannel impulsionado por IA
  2. Integração homem-máquina e LGPD: onde a eficiência encontra a confiança
  3. Indicadores que mexem no caixa, segundo o Pós NRF 2026
  4. Barreiras culturais e os próximos passos
  5. A Visão de Pedro Boeno: IA, chips de 2 nm e a soberania do varejo nacional

Da vitrine ao clique: o novo padrão omnichannel impulsionado por IA

Durante a palestra “Tendências e Boas Práticas do Varejo Pós NRF”, o curador da National Retail Federation, Fabiano Zortea, cravou que oito em cada dez lojas on-line mantêm ao menos um ponto de contato físico. Isso confirma a tese de que a jornada híbrida é, hoje, a espinha dorsal do varejo. A IA surge como o “cérebro” dessa operação: centraliza inventário em tempo real, recomenda produtos personalizados e antecipa rupturas de estoque.

O recado para o lojista brasileiro é direto: algoritmos que aprendem com interações no WhatsApp ou na vitrine digital já não são diferencial, mas exigência para sustentabilidade financeira. Conforme projeções da Gartner Research, o varejo deve liderar os investimentos em IA corporativa na América Latina até 2028, superando setores como finanças e telecom.

Integração homem-máquina e LGPD: onde a eficiência encontra a confiança

Zortea reforçou que “a essência do negócio” e o storytelling de marca continuam insubstituíveis. A IA, portanto, ocupa o bastidor: filtra dados, sugere ofertas e libera o vendedor para a conexão emocional. Sob a ótica da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essa parceria é estratégica: quanto menos atrito humano na coleta de informações sensíveis, menor o risco de vazamento e multa.

Empresas que armazenam cadastro e histórico de navegação em nuvem localizada no Brasil também fortalecem a soberania digital, mantendo metadados de consumo sob a jurisdição nacional. Esse design legal-técnico será chave para concorrer com gigantes internacionais quando o Marco Legal da IA avançar no Congresso.

Indicadores que mexem no caixa, segundo o Pós NRF 2026

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Os números apresentados aos varejistas gaúchos traduzem o impacto imediato:

  • Redução de 40% no tempo médio de atendimento via chat ou voz, graças a sistemas de IA que analisam linguagem natural e sugerem respostas em tempo real.
  • Aumento médio de 15% na conversão de carrinho para compra final, fruto de recomendações hiperpersonalizadas.
  • Potencial de 20% de economia operacional em back-office, com rotinas de estoque e precificação automatizadas.

Além disso, Leomar Reihben, vice-presidente da Fecomércio-RS, destacou que “ter espaço para desacelerar o cliente” continua vital. Ou seja, a loja física vira laboratório sensorial enquanto a IA garante escala.

Barreiras culturais e os próximos passos

Embora o salto tecnológico gere ganhos mensuráveis, Sérgio Renato Silveira de Oliveira, presidente do Sindilojas Santana do Livramento, lembrou que convencer comerciantes tradicionais ainda exige “quebrar paradigmas”. A recomendação prática: iniciar com pilotos de baixo risco – por exemplo, assistentes de produto alimentados por IA generativa – e evoluir para integrações de estoque omnichannel.

Na mesma linha, Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS, viu na agenda um “momento rico” para destravar a economia gaúcha, sobretudo em micro e pequenos negócios que representam 98% do setor terciário. A combinação de IA e atendimento humanizado pode destravar novos pontos de margem em segmentos de moda, casa & construção e alimentos frescos.

A Visão de Pedro Boeno: IA, chips de 2 nm e a soberania do varejo nacional

Análise do Editor: A consolidação da IA no varejo gaúcho sinaliza algo maior: a corrida pela soberania tecnológica do Brasil.

Plataformas baseadas em LLMs (Modelos de Linguagem de Grande Porte) ganham eficácia quando treinadas em hardware de ponta. A chegada, ainda em fase piloto, de edge devices com chips de 2 nm – produção iniciada pela TSMC – abrirá espaço para processar dados sensíveis dentro da loja, sem repassá-los a núcleos estrangeiros. Isso reduz latência, zera custos de banda em consultas críticas e reforça a LGPD. A análise do BoenoTech indica que quem dominar essa infraestrutura local terá vantagem competitiva sobre marketplaces globais.

Outro ponto: a IA de atendimento não se limita a chatbots.

Estamos falando de câmeras que interpretam fluxo de pessoas em tempo real, sensores IoT que atualizam prateleiras inteligentes e gêmeos digitais de cadeia de suprimentos. Todos esses sistemas dependem de APIs abertas e interoperáveis.

Se o Brasil acelerar o Marco Legal da IA, definindo padrões de transparência algorítmica, poderá atrair venture capital para soluções B2B regionais, reduzindo dependência de SaaS internacionais.

Por fim, a IA deve ser encarada como parte da cultura organizacional, não como projeto de TI isolado. O treinamento de vendedores para operar dashboards de recomendação, aliado a métricas de ROI em tempo real, será o divisor de águas na próxima década.

O que você acha? Sua loja está pronta para unificar experiência física e digital sem ferir a LGPD? Para aprofundar essa discussão, visite nossa editoria IA no Dia a Dia.


Sobre o Autor: Pedro Boeno é um estrategista digital e entusiasta de tecnologia com foco na convergência entre criatividade humana e automação inteligente. Com uma trajetória marcada pela análise crítica de tendências digitais, Pedro fundou o BoenoTech com a missão de traduzir a complexidade da Inteligência Artificial para o mercado brasileiro.

Editor: Pedro Boeno | Política Editorial | Contato

DISCLAIMER: Este conteúdo foi redigido com apoio de IA para pesquisa e otimização, sob supervisão e revisão integral do especialista Pedro Boeno. Todas as informações foram verificadas em múltiplas fontes de alta autoridade em 04/02/2026.

Crédito da imagem: Divulgação

Pedro Boeno

Pedro fundou o BoenoTech com a missão de traduzir a complexidade da Inteligência Artificial para o mercado brasileiro. No BoenoTech, Pedro atua como o filtro final de cada publicação, garantindo que o portal não apenas reporte notícias, mas forneça o contexto necessário para que leitores e empresas tomem decisões informadas.

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